Mauricio Kagel

Mauricio Kagel  (Buenos Aires 1931 / Colônia, Alemanha 2008). Sobre ele afirmou John Cage: "O melhor músico europeu é um argentino: Mauricio Kagel." Compositor, diretor de orquestra e cenógrafo, autor de composições para orquestra, voz, piano e orquestra de câmara, de numerosas obras cênicas, de 17 filmes e onze peças radiofônicas, Kagel se formou praticamente de maneira autodidata e com professores particulares. Se instalou em Colônia, que nesse momento era a meca da música de vanguardia na Europa. Hoje é considerado um dos mais inovadores e interessantes autores pós-seriais e de música electrónica de finais do século XX. Relaciona-se principalmente com o teatro instrumental, usando uma linguagem de corte neodadaísta, renovando o material sonoro, empregando instrumentos estranhos e material electroacústico e explorando os recursos dramáticos da linguagem musical -tanto nas suas peças radiofônicas, filmes e obras electroacústicas como nas suas recriações de formas antigas. Kagel destacou-se pela sua elaborada imaginação, pelo seu estranho humor e pela sua habilidade para fazer música com quase qualquer idéia ou sistema, o que lhe permitiu montar poderosos e surpreendentes dramas nos teatros e nas salas de concerto. Sua obra é extensa e, entre as peças mais conhecidas está Torre de Babel (2003), peça para coral de 18 vozes e 18 idiomas diferentes, e Pasión según San Bach, para solistas, coro e orquesta (1985), sobre a qual comenta Federico Monjeau, do jornal "Clarín", numa resenha de 1998: "(...) Bach aparece como tema e como personagem, um poco à maneira de Jesus das Paixões de Bach. Kagel mantém a estrutura geral e o princípio de alternância das paixões barrocas, com as distintas perspectivas narrativas assumidas pelos solistas (se narra a vida de Bach) e os comentários do coro. Os textos são adaptações de documentos da época, cantatas e corais. Bach é o  substrato espiritual e emocional da obra: é o autêntico objeto de devoção. A de Kagel é uma Paixão agnóstica, porém grandiosa, sustentada em uma escritura orquestal e vocal de uma riqueza extraordinária." O trabalho de Kagel foi distinguido com numerosos prêmios na Europa entre os quais se destacam o Prêmio Erasmus (1998), o Prêmio Ernst von Siemens de Música (2000) e o Grande Prêmio Renano de Arte (2002).

 

Mauricio Kagel (Buenos Aires 1931 / Colonia, Alemania 2008). Sobre él afirmó John Cage: "El mejor músico europeo es un argentino: Mauricio Kagel." Compositor, director de orquesta y escenógrafo. Autor de composiciones para orquesta, voz, piano y orquesta de cámara, así como de numerosas obras escénicas, de 17 películas y 11 obras radiofónicas. Kagel se instaló en Colonia, que en ese momento era la meca de la música de vanguardia en Europa. Hoy se lo considera uno de los autores más innovadores e interesantes postseriales y de música electrónica de finales del siglo XX. Se relaciona principalmente con el teatro instrumental, usando un lenguaje de corte neodadaísta, renovando el material sonoro, usando instrumentos raros y material electroacústico y explotando los recursos dramáticos del lenguaje musical -tanto en sus obras radiofónicas, películas y obras electroacústicas como en sus recreaciones de formas antiguas. Kagel se destacó por su elaborada imaginación, por su raro humor y por su habilidad para hacer música con casi cualquier idea o sistema, lo que le permitió armar poderosos y sorprendentes dramas en los teatros y en las salas de concierto. Su obra es extensa y, entre las obras más conocidas está Torre de Babel (2003), obra para coro de 18 voces y 18 idiomas diferentes, y Pasión según San Bach, para solistas, coro y orquesta (1985), sobre la cual comenta Federico Monjeau, del periódico Clarín, en una reseña de 1998: "(...) Bach aparece como tema y como personaje, un poco a la manera de La pasión de Cristo de Bach. Kagel mantiene la estructura general y el principio de alternancia de las pasiones barrocas, con las distintas perspectivas narrativas asumidas por los solistas (se narra la vida de Bach) y los comentarios del coro. Los textos son adaptaciones de documentos de la época, cantatas y coros. Bach es el sustrato espiritual y emocional de la obra: es el auténtico objeto de devoción. La de Kagel es una Pasión agnóstica, sin embargo grandiosa, sustentada en una escritura orquestal y vocal de una riqueza extraordinaria." El trabajo de Kagel fue distinguido con numerosos premios en Europa entre los cuales se destacan el Premio Erasmus (1998), el Premio Ernst von Siemens de Música (2000) y el Gran Premio Renano de Arte (2002).

 

Mauricio Kagel was born in Buenos Aires in 1931 and died in Cologne, Germany in 2008. When asked about him, John Cage stated: "The best European musician is an Argentinean: Mauricio Kagel." A composer, orchestra director and cenographer, an author of compositions for orchestra, voice, piano and chamber orchestra, writer of a great number of works for stage, seventeen films and eleven radiophonic works, Kagel was almost entirely self-taught, with only some private lessons consitituting his education. In 1957, during a trip to South America, the French composer Pierre Boulez, after examining Kagel´s musical scores, suggested he move to Europe, which he did with the aid of an art scholarship from the Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD). He moved to Cologne, which at that time was the mecca of avant-garde music in Europe. Kagel is currently considered one of the most innovative and interesting post-serialist and electronic music authors from the late twentieth century. He was well-known for his rich imagination, strange sense of humor and ability to make music out of any idea or system, which made it possible to assemble powerful and surprising dramas in theaters and concert halls. His list of works is long: among his best known pieces are Torre de Babel (2003), for an eighteen voice choir in eighteen different languages; and Pasión según San Bach, for soloists, choir and orchestra (1985), about which Federico Monjeau, from Clarín newspaper, commented in a 1998 review: "(...) Bach appears as both subject and character, similar to Jesus in Bach's Passions. Kagel maintained the general structure of the Baroque passions, with the distinct narrative perspectives taken on by the soloists (the piece narrates Bach's life) alternating with commentary by the choir. The texts are adaptations of period documents, cantatas and chorales. Bach is the spiritual and emotional essence of the work: he is the true object of devotion. Kagel's Passion is agnostic while still magnificent, sustained by orchestral and vocal composing of extraordinary richness." Kagel's work has won numerous awards in Europe, among which figure the Erasmus Award (1998), the Ernst von Siemens Music Award (2000) and the Großer Rheinischer Kunstpreis (Rhineland Grand Prize, 2002). In 2007, the University of Siegen in Germany awarded him an honorary doctoral degree.