Crude é uma alegoria da origem da arte. As paredes sao camadas como textos e papeis de inscriçao, papiros e pergaminhos, silex e granitos, e couros. Ele pode ser tocado dançado e desenhado, descalço, esta nas cavernas e no futuro, em cada momento, onde a elipse se exprime, como uma eclosao nos seres todos do mundo, nos momentos mais comuns -imprevistos- pode nao ter niguem perto, ter uma multidao, ser curto e ter um ciclo de anos. Pode mesmo ser tocado por animais insetos, larvas, e todos os seres sem exceçao, e pode ser lingua, porque é o primeiro gesto na superficie do mundo, do inicio. Ele foi criado e tocado originalmente para estar no limite quebradiço e instavel entre o desenho e o som, antes do depois e depois do antes, a terra onde os significados voam livres, semi indomados. As maos e a grande mão, o ser, toca a superficie, descobre e oculta, revela e aprende. O mundo-antes-do-piano e da escala temperada -e mesmo antes dos instrumentos- o ruido, o perma-ruido da pele do mundo -mas ele deve ser visto porque é desenho essencial, imagem. Ele pode ter sido tocado tambem entre os libertadores, nas guerras, entres os maquis, entre os judeus, entre os partigianni, em Roma entre os escravos e gladiadores. E por Jeremias o profeta quando esteve preso em um poço na Palestina, pelos excluidos todos aos quais lhes tiram todos os instrumentos, sobrando apenas o mundo. E ai encontram a Origem.
G.V.
Desenho resutante da performance.
Foto: Lucia Soto
Performance de Javier Bustos e Elisa O'Farrel, artistas da Radiovisual, durante a 7ª Bienal.
Foto: Cristiano Sant'Anna / Índice Foto
Performance de Javier Bustos e Elisa O'Farrel, artistas da Radiovisual, durante a 7ª Bienal.
Foto: Cristiano Sant'Anna / Índice Foto
2003
DVD
1'30"
Montador: Nelson Azevedo
2008
DVD
2'30"
Montador: Keir Williams
2008
Film
Cortesia do artista
2009
(detalle)
Quatro aquarelas sobre papel
Coleção da artista, Colômbia
2009
(detalle)
Quatro aquarelas sobre papel
Coleção da artista, Colômbia
1976
Da série "Conspiração arquitetura"
Nanquim sobre papel
Avião analisado, 1973
Trem analisado, 1973
Bicicleta analisada, 1973
Caneta analisada, 1973
Nanquim sobre papel
Coleção Gilberto Chateaubriand MAM-RJ
1978
Da série "Conspiração arquitetura"
Nanquim e guache sobre papel
1973
Nanquim sobre papel
Coleção Gilberto Chateaubriand MAM-RJ
2006
Série de 16 desenhos, tinta sobre papel
Coleção do artista, Nova York
2008
Serie de 33 desenhos a lápis, tinta e letraset sobre papel
45,5 x 30,5 cm
Coleção do artista, Bogotá
2008
Serie de 33 desenhos a lápis, tinta e letraset sobre papel
45,5 x 30,5 cm
Coleção do artista, Bogotá
2008
Serie de 33 desenhos a l?s, tinta e letraset sobre papel
45,5 x 30,5 cm
Cole? do artista, Bogot?p>
2008
Serie de 33 desenhos a lápis, tinta e letraset sobre papel
45,5 x 30,5 cm
Coleção do artista, Bogotá
2008
Serie de 33 desenhos a lápis, tinta e letraset sobre papel
45,5 x 30,5 cm
Coleção do artista, Bogotá
2008
Serie de 33 desenhos a lápis, tinta e letraset sobre papel
45,5 x 30,5 cm
Coleção do artista, Bogotá
2009
Pastel sobre papel Ingres
40,5 x 48 cm
Coleção do artista, Buenos Aires
Foto: Del Re/Stein
1974-1976
Offset
21,5 x 15 cm
Acervo Paulo Bruscky, Recife
Foto: Del Re/Stein
1974-1976
Offset
25 x 18 cm
Acervo Paulo Bruscky, Recife
Foto: Del Re/Stein
1974-1976
Carimbo sobre papel
13 x 10,5 cm
Acervo Paulo Bruscky, Recife
Foto: Del Re/Stein
2000
da série "Contínuos"
Nanquim sobre papel
42 x 35,5 x 4,5 cm
Coleção do artista, SP
Foto: De Re/Stein
1996
Nanquim sobre papel arroz
Obra na 7° Bienal
Coleção da artista, Buenos Aires
1970
Cadeira de madeira, pregos, tecido preto e ferro
Obra na 7° Bienal
Coleção do artista, RJ
1976
Tinta sobre papel
34,5 x 24,5 cm
Obra en la 7° Bienal
Colección Fundación Augusto y León Ferrari, Buenos Aires
2009
Biblioteca com 25 livros de artista; inclui desenhos à lápis de cor e grafitte sobre papel
Obra na 7° Bienal (detalhe)
Coleção do artista, Porto Alegre
2009
Biblioteca com 25 livros de artista; inclui desenhos à lápis de cor e grafitte sobre papel
Obra na 7° Bienal
Coleção do artista, Porto Alegre
2009
Biblioteca com 25 livros de artista; inclui desenhos à lápis de cor e grafitte sobre papel
Obra na 7° Bienal
Coleção do artista, Porto Alegre
1975 - 1992
Arquivo Centro de Arte Experimental Vigo, La Plata
Foto: De Re/Stein
1975 - 1992
Arquivo Paulo Bruscky, Recife
1975 - 1992
Arquivo Paulo Bruscky, Recife
Foto: De Re/Stein
1975 - 1992
Arquivo Paulo Bruscky, Recife
1982
Fotografias sobre papel (copias 2009)
Colección del artista, Recife
1982
Bruscky, Goulart, Pons
Recorte de papel y grampa de metal
17,5 cm de diámetro
Colección del artista, Recife
Foto: Victoria Noorthoorn
2009
Foto: Del Re/Stein
2009
Sem título
Foto: Del Re/Stein
2008
vídeo Portuñol / Portunhol
10'
Cortesia da artista
Desenho das Ideias fue concebida como una caja de resonancia, es decir, buscando amplificar el sonido de una multiplicidad de ideas plasmadas primero sobre una simple hoja de papel. La invitación al espectador es, por tanto, a recorrer la exposición como quien recorre un índice, una partitura, o las entradas de una pequeña enciclopedia paradójica, donde cada una de las obras permita abrir un mundo de posibilidades, a veces disonantes, que incluyen desde la pregunta por la necesidad misma de la imagen hasta la necesidad de comunicar una posición sobre el estado de las cosas o del pensamiento.
El dibujo contempla en sí mismo la noción de proyecto, y responde a la necesidad de proponer un cambio o una transformación a futuro. La exposición Desenho das Ideias se basa en esta premisa, y entiende al dibujo no solo a partir de su soporte material -el papel-, sino por su proyección en el tiempo, en el espacio y en el imaginario del artista como vehículo portador de ideas. La exposición pone el acento en la trascendencia del dibujo, es decir, en la importancia de un medio que se despliega más allá de su propia materialidad y que hace estallar sus propios parámetros y su propia autonomía. Su título, Desenho das Idéias, refiere a la intención de trascender la mirada sobre el objeto físico y la visualidad, para explorar el arte en su relación con el proyecto de transformación que persigue cada artista, y explorar asimismo su relación con la sonoridad, la experiencia performática, la investigación, la vivencia social y la experiencia pedagógica. Entiende el dibujo como la base de un proyecto que dialoga con otras disciplinas del conocimiento y con otras prácticas, incluida la escritura, a la vez que intenta dar cuenta del potencial infinito de posibilidades que esta práctica milenaria conlleva en su propia razón de ser. - Victoria Noorthoorn
2009
Políptico de 44 desenhos, carvão e lápis sobre papel
Obra na 7ª Bienal
Coleção do artista, Buenos Aires
2009
Tinta sobre papel
32 x 24 cm
Coleção do artista, Nova York
2009
Tinta sobre papel
32 x 24 cm
Coleção do artista, Nova York
2006
Tinta, colagem e lápis sobre papel
32 x 24 cm
Coleção do artista, Nova York
2006
Tinta, colagem e lápis sobre papel
32 x 24 cm
Coleção do artista, Nova York
2006
Tinta, colagem e lápis sobre papel
32 x 24 cm
Coleção do artista, Nova York
1995-2008
Sin título
Serie de dibujos a lápiz, tinta, guache, carboncillo y acuarela sobre papel
Colección del artista, Medellín
Foto: Del Re/ Stein
1995-2008
Sin título
Serie de dibujos a lápiz, tinta, guache, carboncillo y acuarela sobre papel
Colección del artista, Medellín
Foto: Del Re/ Stein
2009
Pintura acrílica sobre pared
6,08 x 4,57 m
Foto: Del Re/Stein
2009
Pintura acrílica sobre pared (detalle)
6,08 x 4,57 m
Foto: Del Re/Stein
2009
Tinta e colagem sobre papel
32 x 31 cm
Obra na 7º Bienal
Coleção do artista, Montevidéu
1981
Nanquim sobre papel carbono
99,8 x 69,8 cm
Coleção da artista, Buenos Aires
Fotos: Gustavo Sosa Pinilla
2009
Políptico de 44 desenhos, carvão e lápis sobre papel
Obra na 7ª Bienal
Coleção do artista, Buenos Aires
2009
Políptico de 44 desenhos, carvão e lápis sobre papel
Obra na 7ª Bienal
Coleção do artista, Buenos Aires
2009
Políptico de 44 desenhos, carvão e lápis sobre papel
Obra na 7ª Bienal
Coleção do artista, Buenos Aires
2009
Políptico de 44 desenhos, carvão e lápis sobre papel
Obra na 7ª Bienal
Coleção do artista, Buenos Aires
2009
Biblioteca com 25 livros de artista; inclui desenhos à lápis de cor e grafitte sobre papel
Medidas variables
Obra na 7° Bienal
Coleção do artista, Porto Alegre
Foto: Walmor Corrêa
2009
Biblioteca com 25 livros de artista; inclui desenhos à lápis de cor e grafitte sobre papel
Medidas variables
Obra na 7° Bienal
Coleção do artista, Porto Alegre
Foto: Leticia Remião
2009
Biblioteca com 25 livros de artista; inclui desenhos à lápis de cor e grafitte sobre papel
Medidas variables
Obra na 7° Bienal
Coleção do artista, Porto Alegre
Foto: Leticia Remião
2009
Biblioteca com 25 livros de artista; inclui desenhos à lápis de cor e grafitte sobre papel
Medidas variables
Obra na 7° Bienal
Coleção do artista, Porto Alegre
2007
Tinta e colagem sobre papel
30,2 x 31,5 cm
Obra na 7° Bienal
Coleção do artista, Montevidéu
Foto: Del Re/Stein
1985
Cópia heliográfica
65 x 100,2 cm
Coleção da artista, Buenos Aires
Fotos: Gustavo Sosa Pinilla
1979
Nanquim sobre papel carbono
70 x 99,5 cm
Coleção da artista, Buenos Aires
Fotos: Gustavo Sosa Pinilla
1982
Nanquim sobre papel carbono
64 x 88,3 cm
Coleção da artista, Buenos Aires
Fotos: Gustavo Sosa Pinilla
1976
Lápiz sobre papel
39 X 28,5 cm
Obra en la 7ª Bienal
Colección Jorge Mara / La Ruche, Buenos Aires
5/9/75
Tinta sobre papel
31,8 x 22,6 cm
Obra en la 7° Bienal
Colección Fundación Augusto y León Ferrari, Buenos Aires
Pintura sobre documentos varios
Obra en la 7ª Bienal
Foto: Del Re/ Stein
Pintura sobre documentos varios
Obra en la 7ª Bienal
Foto: Del Re/ Stein
2004
4 linhas
vídeo, 1´20"
Obra na 7a Bienal
Vista da exposição Desenho das Ideias na 7a Bienal
Foto: Del Re/Stein
Vista da exposição Desenho das Ideias na 7a Bienal
Foto: Del Re/ Stein
1976
Tinta sobre papel
Colección Fundación Augusto y León Ferrari, Buenos Aires
Obra en la 7a Bienal
2009
Detalle del mural en la 7a Bienal
Látex sobre pared
Foto: Del Re/ Stein
1995-2008
Sin título
Serie de dibujos a lápiz, tinta, guache, carboncillo y acuarela sobre papel
Colección del artista, Medellín
Foto: Del Re/ Stein
1980
Nanquim sobre papel japonês
71,5 x 87,5 cm
Coleção particular, França
Gentilmente cedido pela Galeria Jorge Mara-La Ruche, Buenos Aires
2009
Tinta látex sobre parede
Coleção do artista, SP
2005
Anilina sobre papel
10 x 15 cm
Coleção da artista, Buenos Aires
1999
Texto datilografado e nanquim sobre papel
19 x 24 cm
Coleção da artista, Buenos Aires
2009
Vídeo-instalação
9'
25"
Coleção do artista, Argentina
s/d
41 x 49 x 2 cm
Técnica mista sobre papel
Fotografía: Joshua Nefky
© Juan Downey Foundation, New York
Imagen Cortesía: Juan Downey Foundation, New York
1990
Impressão sobre papel
Coleção Centro de Arte Experimental Vigo, La Plata
Performance presentada en 1973 en la Bienal de Paris.
Em termos gerais, o convite para deslocar a percepção, para questionar as categorias estabelecidas - de tempo, espaço e conhecimento - e para oferecer perspectivas alternativas ao status quo é um objetivo compartilhado pelos artistas da exposição Desenho das Ideias. É o caso de Décio Pignatari, que em seu poema Interessere (1976) manifesta: \"Na vida interessa o que não é vida [...] Na arte interessa o que não é arte [...] Na poesia interessa o que não é poesia [...] Na história interessa o que não é história [...] No paradigma interessa o que não é paradigma [...]\".
Poderíamos estipular, seguindo Pignatari, que na abstração interessa o que não é abstração, e que, em muitas obras de raiz latino-americana, na abstração interessa mais a política. Longe das colocações depuradas do modernismo europeu e norte-americano, o diálogo proposto por uma seleção pontual de obras de Cildo Meireles, León Ferrari, Jorge Caraballo, Anna Maria Maiolino, Magdalena Jitrik, Johanna Calle e Abraham Cruzvillegas na exposição Desenho das Ideias permite abordar a abstração como uma resposta concreta a circunstâncias políticas maiores, ante as quais o artista se posiciona e enuncia, conforme o caso, uma resistência ou uma denúncia.
John Cage escolheu seguir os desígnios do oráculo do I Ching para a composição de várias das suas obras e, nesse sentido, postulou incorporar a vida mesma e seus vaivéns - aceitando seus sons e seus ruídos, mais além de toda notação musical específica - à arte. Longe de todo interesse na mentira (e por extensão, na verdade), Cage abraçava o acaso e, em seu único longa-metragem One11, recorreu ao IC, um programa de computação que executou as 1200 operações de acaso as quais guiaram os movimentos de uma única câmera de luz em um único espaço escuro. O filme enfatiza a importância de uma imagem (que, aqui, é visível, mas em outros trabalhos é mental) que não requer significação, complemento ou artifício, mas que simplesmente é. Por sua vez, no filme, o espaço torna-se indescritível e bem poderia tratar-se de um não-lugar ou um todo-lugar, infinito.
A 7 ª Bienal do Mercosul convidou artistas de todas as disciplinas para participar da performance Musicircus, criada por John Cage e realizada pela primeira vez em 1967, na Universidade de Illinois. O evento reuniu músicos, artistas sonoros, atores, intérpretes, poetas, artistas plásticos e muitos outros, num evento de pura imagem e som. Musicircus reúne muitos dos principais conceitos de Cage. Sua primeira edição foi realizada com uma seleção de músicos, artistas, compositores, bailarinos e poetas em um grande espaço, onde a audiência tinha a liberdade de circular livremente. Um espaço repleto de luz, projeções de imagem e som, complementado por bebidas e petiscos, como em um circo. A intenção de Cage foi criar uma situação em que tanto a criação artística quanto a experiência do público pudessem ser compartilhadas, sem ditar uma estética única ou superior as demais. Sua principal preocupação foi demonstrar, num contexto real de espetáculo, que tanto a produção quanto a experiência da música devem ser processos colaborativos e inteiramente democráticos, que não podem ser regidos por um ego dominante. O resultado foi um ambiente de improvisação simultânea tanto de intérpretes quanto de público, onde cada indivíduo presente possuía autonomia, dentro de uma composição global de múltiplos estímulos. Por outro lado, Musicircus é também um exemplo de como Cage estimulava a recreação, tendo sido sua esperança que este evento (entre outros) pudesse ser realizado em qualquer tempo ou lugar, sem a sua presença, mas apenas seguindo o princípio básico que ficou estabelecido durante a primeira manifestação; neste caso, em 1967. Desde então, essa performance foi realizada inúmeras vezes - em San Francisco, Chicago, Melbourne, e Londres, entre outras cidades - tanto antes como depois da morte de Cage. É em sintonia com estas idéias que a 7ª Bienal do Mercosul realizou Musicircus no Cais do Porto, em Porto Alegre, no dia 17 de Outubro de 2009. A realização deste Musicircus foi possível graças ao inestimável aconselhamento e orientação de Laura Kuhn, diretora executiva da John Cage Trust, em Nova York. Artistas selecionados ao acaso executaram seus trabalhos em simultâneo com outros artistas, em diferentes locais dentro do armazém A7 do Cais do Porto. Sua localização específica no armazém, assim como o horário de cada apresentação, foi estabelecido seguindo o princípio do I Ching, que Cage utilizou constantemente em sua vida e trabalho.
2009
DJ Flu y Laura Kuhn interpretando Indeterminacy, de John Cage, en la 7a Bienal do Mercosul
Foto: Viva Foto
2009
Laura Kuhn interpretando Indeterminacy, de John Cage, en la 7a Bienal do Mercosul.
Foto: Viva Foto
2009
Flu na 7a Bienal
2009
DJ Flu y Laura Kuhn en la 7a Bienal do Mercosul.
Foto: Del Re/ Stein
2009
Performance de John Cage, interpretada por Laura Kuhn y DJ Flu en la 7a Bienal do Mercosul. Luz de Oswaldo Perrrenoud. Fotografía: Viva Foto (Carlos Stein y Fabio del Re)
\"Late in September of 1958, in a hotel in Stockholm, I set about writing this lecture for delivery a week later at the Brussels Fair. I recalled a remark made years earlier by David Tudor that I should give a talk that was nothing but stories. The idea was appealing, but I had never acted on it, and I decided to do so now. When the talk was given in Brussels, it consisted of only thirty stories, without musical accompaniment. A recital by David Tudor and myself of music for two pianos followed the lecture. The full title was Indeterminacy: New Aspect of Form in Instrumental and Electronic Music. Karlheinz Stockhausen was in the audience. Later, when I was in Milan making the Fontana Mix at the Studio di Fonologia, I received a letter from him asking for a text that could be printed in Die Reihe No. 5. I sent the Brussels talk, and it was published. The following spring, back in America, I delivered the talk again, at Teachers College, Columbia. For this occasion I wrote sixty more stories, and there was a musical accompaniment by David Tudor - material from the Concert for Piano and Orchestra, employing several radios as noise elements. Soon thereafter these ninety stories were brought out as a Folkways recording but for this the noise elements in the Concert were tracks from the Fontana Mix. In oral delivery of this lecture, I tell one story a minute. If it\'s a short one, I have to spread it out; when I come to a long one, I have to speak as rapidly as I can. The continuity of the stories as recorded was not planned. I simply made a list of all the stories I could think of and checked them off as I wrote them. Some that I remembered I was not able to write to my satisfaction, and so they were not used. My intention in putting the stories together in an unplanned way was to suggest that all things - stories, incidental sounds from the environment, and, by extension, beings - are related, and that this complexity is more evident when it is not oversimplified by an idea of relationship in one person\'s mind. Since that recording, I have continued to write down stories as I have found them, so that the number is now far more than ninety. Most concern things that happened that stuck in my mind. Others I read in books and remembered - those, for instance, from Sri Ramakrishna and the literature surrounding Zen. Still others have been told me by friends - Merce Cunningham, Virgil Thomson, Betty Isaacs, and many more. Xenia, who figures in several of them, is Xenia Andreyevna Kashevaroff, to whom I was married for some ten years. Some stories have been omitted since their substance forms part of other writings in this volume. Many of those that remain are to be found below. Others are scattered through the book, playing the function that odd bits of information play at the ends of columns in a small-town newspaper. I suggest that they be read in the manner and in the situations that one reads newspapers - even the metropolitan ones - when he does so purposelessly: that is, jumping here and there and responding at the same time to environmental events and sounds.\" - John Cage, Silence. Lectures and Writings by John Cage
Laura Kuhn fue invitada por la Curaduría General de la 7ª Bienal do Mercosul a interpretar Indeterminacy, performance de John Cage, junto a DJ Flu, artista de Rio de Janeiro, quien realizó un set de discos de vinilo de Cage. Durante la performance, que toma la forma de una conferencia, el o la intérprete lee 1 historia por minuto, hasta contar 90 historias escritas por Cage en un total de 90 minutos. La performance se realizó el domingo 18 de octubre en el Almacén A7, Cais do Porto, sede de la 7ª Bienal, en Porto Alegre.
\"Since the fall of 1965, I have been using eighteen or nineteen stories (their selection varying from one performance to another) as the irrelevant accompaniment for Merce Cunningham\'s cheerful dance, How to Pass, Kick, Fall, and Run. Sitting downstage to one side at a table with microphone, ashtray, my texts, and a bottle of wine, I tell one story a minute, letting some minutes pass with no stories in them at all. Some critics say that I steal the show. But this is not possible, for stealing is no longer something one does. Many things, wherever one is, whatever one\'s doing, happen at once. They are in the air; they belong to all of us. Life is abundant. People are polyattentive. The dancers prove this: they tell me later backstage which stories they particularly enjoyed.\" - John Cage, A Year from Monday
1969
Texto datilogarafado sobre papel
Coleção do artista, RJ
Fotografia: Del Re/Stein
1969
Texto datilografado sobre papel
Coleção do artista, RJ
Fotografia: Del Re/ Stein
Obras expostas no MARGS
Artista que vive no Rio de Janeiro, é pioneiro em obras que mesclam instalações, performance e rádio. Criou o programa O Inusitado no Rio de Janeiro, condensando um excelente imaginário sobre o som, tanto nas artes plásticas, como na música e na poesia. Participa em três exposições na 7 Bienal do Mercosul, RadioVisual, Desenho da Idéias (com Guilherme Vaz em \"Crude\") e Absurdo. Para o Absurdo constrói ambiente que remonta a banheiros ou vestiários com chuveiros sonoros. O artista coletou diversos sons de cantores de chuveiro, revelando com humor discussões sobre privado e público.
2009
Performance no MARGS
Fotografia: Cristiano Sant'Anna
2009
Performance no MARGS
Fotografia: Cristiano Sant'Anna
2009
As curadoras Lenora de Barros e Marina de Caro, e a artista Anna Maria Maiolino, assistem performance de Guilherme Vaz e Romano
Fotografia: Cristiano Sant'Anna
2009
Performance no Margs
Obra na 7ª Bienal do Mercosul
Fotografia: Eduardo Seidl
2009
Performance realizada no MARGS
Obra na 7ª Bienal do Mercosul
Fotografia: Eduardo Seidl
2009
Performance
Obra na 7ª Bienal do Mercosul
Fotografia: Eduardo Seidl
Obras Introdução à nova crítica e Malhas da liberdade, expostas no MARGS
Fotografia: Cristiano Sant'Anna
Artista da mostra Desenho das Idéias durante conversa na Pré-Bienal (outubro de 2009).
Fotografia: Cristiano Sant'Anna
\"Trabalho com a ação consciente das inter-relações matéricas num campo de forças: minhas pulsões, as propriedades do papel e da tinta e a força da gravidade. Nestes desenhos, a tinta derramada sobre a folha de papel é o agente transformador do material utilizado. Ela escorre, inscreve, traça, condensa-se em contato com o ar nos seus percursos, nas paradas e retomadas. A gota desce a superfície do papel, atraída pela força da gravidade enquanto seguro este entre minhas mãos. Como um capitão de navio segura o leme, movimento-os no ar firmemente, e com olhar atento capturo e incorporo o acaso. Assim, um sistema se estabelece - simples e primeiro.\" - Anna Maria Maiolino
\\\"A structure is like a piece of furniture, whereas a process is like the weather. In the case of a table, the beginning and end of the whole and each of its parts are known. In the case of the weather, though we notice changes in it, we have no clear knowledge of its beginning or ending. At a given moment, we are when we are. The nowmoment.\\\" - John Cage, \\\"The Future of Music\\\" (1974)
\\\\\\\"Uma estrutura é como um móvel, uma vez que um processo é como o clima. No caso de uma mesa, sabemos o início e o fim de toda e cada uma de suas partes. No caso do clima, mesmo se observarmos as suas mudanças, não temos um conhecimento certo sobre o seu início ou seu fim. Em um certo momento, somos quando estamos. O momentopresente.\\\\\\\" - John Cage, \\\\\\\"The Future of Music\\\\\\\" (1974)
\\\\\\\"Thoreau disse que, ao ouvir uma frase, podia escutar a tropa marchando. [...] A pena já foi considerada mais poderosa que a espada. [...] Já que as palavras, quando comunicam, não possuem efeito algum, é claro que necessitamos de uma sociedade na qual não se pratica a comunicação, na qual a palavra fica sem sentido como acontece entre os amantes, onde as palavras se tornam o que foram originalmente: árvores e estrelas e o resto da paisagem primitiva. A desmilitarização da linguagem: uma importante preocupação musical.\\\\\\\" - John Cage, \\\\\\\"The Future of Music\\\\\\\" (1974)
\\\\\\\"Thoreau said that hearing a sentence he heard feet marching. (...) The pen has formerly been considered more powerful than the sword. (...) Since words, when they communicate, have no effect, it dawns on us that we need a society in which communication is not practiced, in which words become nonsense as they do between lovers, in which words become what they originally were: trees and stars and the rest of primeval environment. The demilitarization of language: a serious musical concern.\\\\\\\" - John Cage, \\\\\\\"The Future of Music\\\\\\\" (1974)
\\\"Este é, por assim dizer, um espaço vazio no qual a luz não está relacionada com nada que não seja ela mesma. O que me lembra o que Immanuel Kant disse sobre a música e sobre o riso, em sua Crítica do Juízo: isto é, sem qualquer sentido, tanto a música quanto o riso e a luz também - outorgam prazer sem que tenham qualquer significado. E é através de suas mudanças, mudanças que ocorrem com os sons, mudanças que ocorrem nos sons do riso, as mudanças que ocorrem na intensidade, e as diferenças entre claro e escuro.... Ao perceber essas coisas, se é livre dos problemas da política e da economia, penso eu, e se é livre também de si mesmo.\\\" - John Cage
\"Claro que o filme é sobre o efeito da luz no espaço vazio. Mas nenhum espaço está efetivamente vazio e a luz mostrará o que há dentro dele. E todo este espaço e toda esta luz serão controlados por meio de operações aleatórias.\" - John Cage
1997
da série "Codificações matéricas"
Tinta acrílica sobre papel
103 X 72 cm
Cortesia da artista, SP
2001
Texto datilografado e nanquin sobre papel
15,2 x 21,3 cm
Cortesia do artista
1995
Tinta sobre papel
16,5 x 25,7 cm
Cortesia da artista
2004
Nanquim e texto datilografadio sobre papel
17,1 x 22 cm
Cortesia do artista
1976 - 1977
Técnica mista sobre papel
41 x 49 x 2 cm
Fotografía: Joshua Nefky
© Juan Downey Foundation, New York
Imagen Cortesía: Juan Downey Foundation, New York
1976 - 1977
Técnica mista sobre papel
41 x 49 X 2 cm
Fotografía: Joshua Nefky
© Juan Downey Foundation, New York
Imagen Cortesía: Juan Downey Foundation, New York
1976 - 1977
Técnica mista sobre papel
41 X 49 X 2
Fotografia: Joshua Nefky
© Juan Downey Foundation, New York
Imagen Cortesía: Juan Downey Foundation, New York
2003
Lápis, tinta, aquararela e guache sobre papel
16,4 x 11,9 cm
Cortesia do artista
2009
Tinta sobre papel Xian
34,9 x 27,9cm
Fotografia: Jason Mandella
Cortesia da Galeria James Cohan, Nova York
2009
Tinta e aquarela sobre papel Xian
57,2 x 90,2cm
Fotografia: Jason Mandella
Cortesia da Galeria James Cohan, Nova York
2009
Tinta sobre papel Xian
47,3 x 34,9 cm
Fotografia: Jason Mandella
Cortesia da Galeria James Cohan, Nova York
2009
Tinta sobre papel Xian
38,1 X 34,9 cm
Fotografia: Jason Mandella
Cortesia da Galeria James Cohan, Nova York
2009
Tinta sobre papel Xian
40,6 x 34,9cm
Fotografia: Jason Mandella
Cortesia da Galeria James Cohan, Nova York
2009
Tinta sobre papel
48X61 cm
Fotografia: Ricardo Lanzarini
Coleção do artista
2009
Tinta sobre papel
29X33 cm
Fotografia: Ricardo Lanzarini
Coleção do artista
1973
Filme super 8
Cortesia da artista
2009
Overall
Dimensions 80"w X 53"h
14 desenhos
Fotografia: Jason Mandella
Cortesia do artista
2009
Fotogravura, 6ª edição (de 30)
86 x 64 x 3,5 cm
Editado por La Caja Negra, Madri.
Cortesia Galeria Ruth Benzacar, Buenos Aires
2009
Fotogravura, 6ª edição (de 30)
86 x 64 x 3,5 cm
Editado por La Caja Negra, Madri.
Cortesia Galeria Ruth Benzacar, Buenos Aires
2009
Fotogravura, 6ª edição (de 30)
86 x 64 x 3,5 cm
Editado por La Caja Negra, Madri.
Cortesia Galeria Ruth Benzacar, Buenos Aires
2009
Fotogravura, 6ª edição (de 30)
86 x 64 x 3,5 cm
Editado por La Caja Negra, Madri.
Cortesia Galeria Ruth Benzacar, Buenos Aires
2009
Pintura acrílica vermelhasobre recortes de jornal, cartas, fotos, desenhos, tickets, receitas, vouchers, notas, postais, boletos, envelopes, volantes, cartazes, cartões, guardanapos, alfinete sobre parede.
579 peças de medidas variáveis (91 X 56cm a maior, 1X2 cm a menor)
Cortesia do artista
Para download do texto curatorial original em espanhol, clique aqui
Desenho das Ideias
Esta exposição destaca o desenho como a disciplina que revela com maior transparência o pensamento do artista durante seu processo criativo. Sublinha a importância de um meio que se desprende da sua própria materialidade, dando conta do projeto de investigação, de mudança e de transformação a longo prazo que persegue cada artista. Entende o desenho como a base de um projeto que se articula em diálogo com outras disciplinas do conhecimento e com outras práticas, incluindo a escrita e a sonoridade.
A exposição apresenta três ordens de conversação. Em primeiro lugar, entre artistas da América Latina e do mundo, do presente e do passado, sem pretensão historicista, mas com desejo de ampliar o olhar sobre a profundidade dos processos artísticos contemporâneos; entre artistas que buscam deslocar a percepção, transcender o olhar sobre a visualidade e questionar as categorias estabelecidas. Em segundo lugar, os artistas de cada sala dialogam entre si, em conversas que vão desde a pergunta pela própria necessidade da imagem ou a relevância do acaso, à eloquência da abstração política e a crítica do status quo, à importância de explorar a ordem da fantasia e colocar em dúvida a ordem do real - em muitos casos, não sem humor. Finalmente, a exposição dialoga com as outras exposições da Bienal. Desta forma, atua como uma "caixa de ressonância" que amplifica o som de uma multiplicidade de ideias, questionamentos e ideais, através de imagens físicas, mentais, sonoras e verbais.
Drawing Ideas
This exhibition signals drawing as the discipline that most transparently reveals the artist's thinking during the creative process. Its title makes reference to the importance of a medium that, while crucial in its own right, exceeds the limits of its own materiality and visuality. Drawing often entails the research, change and transformation that is at the basis of all art.
The exhibition has been conceived as a series of conversations. First, among artists from different generations and historical periods of time, who share a concern with dislocating perception, questioning established categories, and with formulating perspectives that differ from the status quo. Yet rather than proposing a historicist project, the exhibition attempts to broaden the frame of references for contemporary artistic practice. Second, the artists within each gallery articulate conversations that range from an interrogation of the very need for the image or the role of chance in art to an exploration of political abstraction. They also critically comment on the present and explore the organization of fantasy and its questioning of the real, often with a sense of humor. Lastly, the exhibition establishes dialogues with the other shows in the Biennial. The viewer is, then, invited to explore the exhibition like one reading through a table of contents, a musical score, or entries in a small paradoxical encyclopedia, where each one of the works opens up a world of possibilities.